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Foi-se o tempo em que mulher viajando sozinha era sinônimo de se arriscar de forma desnecessária ou temer momentos de medo e pânico. Hoje, é cada vez mais comum mulheres que se aventuram pelo mundo sozinhas, e isso é ótimo — afinal, viajar faz bem e pode ser uma experiência ainda mais interessante, caso a pessoa seja sua única companhia.

Assim como nas outras modalidades de passeios, como viagem em família e em grupo, mulheres viajando sozinhas também podem sentir muito prazer ao descobrir novas culturas e ambientes, desbravar outras culinárias, aliviar a carga mental estressante da rotina e criar amizades e laços com lugares muito diferentes do Brasil.

Ainda assim, para ter maior sensação de segurança, uma mulher viajando sozinha precisa tomar certos cuidados para evitar sofrer qualquer tipo de perigo ou risco, ainda mais se essa viagem acontecer em outro país, que pode ter uma cultura machista ou fechada para mulheres.

Reunimos dicas que vão ajudar às mulheres que viajam sozinhas a viverem experiências inesquecíveis. Confira a seguir.

Razões para viajar sozinha: elas respondem

Antes de falarmos sobre os cuidados e pontos de atenção necessários para uma mulher viajando sozinha, queremos compartilhar alguns dados muito bacanas com você.

De acordo com uma pesquisa, publicada em agosto de 2019, pelo G1, 62% das mulheres latino-americanas revelaram já terem feito ao menos uma viagem solo para outro país. Não é inspirador?

Além disso, as entrevistadas apontaram as principais razões para embarcarem em passeios com esse perfil:

  • liberdade de fazer o que quiser (35%);
  • falta de companhia (22%);
  • oportunidades de conexão interior (18%);
  • oportunidade de fazer novos amigos (12%).

No entanto, afinal, para onde vão as mulheres brasileiras viajantes? A pesquisa revela os três destinos preferidos na América do Sul.

Em primeiro lugar, está a Argentina, com 62% de preferência, seguida pelo Chile, com 54%, e pelo Uruguai, com 41%.

Se você guarda dentro de si um espírito curioso e ansioso para viver novas experiências, temos a certeza de que ler os resultados do estudo o inspirou a arrumar as malas e partir para um dos destinos listados, não é mesmo?

Então, continue a leitura para conhecer 6 dicas essenciais antes de colocar o pé na estrada!

Mulher viajando sozinha: 6 dicas essenciais

Para quem já conhece ou deseja conhecer a magia de viajar sozinho, separamos 6 dicas importantes para levar em conta, caso você seja uma mulher disposta a desbravar novos territórios.

1. Pesquisar bastante sobre o destino

Qualquer viajante precisa conhecer bem o destino de viagem que visitará. É essencial estudar alguns pontos, como a cultura local, os hábitos daquele povo, a segurança nas principais cidades e até os meios de transporte que podem ser utilizados para chegar ao local.

Com um estudo prévio, é possível decidir, por exemplo, se é mais estratégico viajar de carro, ônibus ou avião.

Isso é importante porque permite ao viajante chegar ao lugar com um conhecimento relativamente grande, o que faz com que ele entenda melhor algumas das razões para os locais agirem de determinada forma.

Para uma mulher viajando sozinha, esse conhecimento é ainda mais essencial, porque pode ajudá-la a evitar se colocar em situações desagradáveis.

Isso não costuma ser um problema no Brasil, porque a cultura regional não influencia tanto a relação com as mulheres e, de modo geral, as brasileiras têm certa liberdade na hora de transitar entre um ponto e outro. Mas, em alguns países do mundo, mulheres são ouvidas e respeitadas somente se estiverem na presença de seus maridos ou de parentes do sexo masculino. Sendo assim, viajar sozinha para lá pode não ser uma boa opção.

Em algumas culturas do Oriente Médio, por exemplo, a mulher não pode ser a responsável por suas finanças, negociar preços e nem mesmo transitar desacompanhada.

Para descobrir se o destino de viagem adota esse tipo de comportamento, é preciso investir em muita pesquisa prévia para fazer um completo planejamento de viagem.

Caso ele não seja, uma mulher que deseja viajar sozinha pode considerar fazer essa viagem em grupo, facilitada por uma agência de viagens, ou pode optar por destinos nacionais mais tranquilos, como GramadoCuritiba ou Balneário Camboriú.

2. Considerar a localização da hospedagem

A hospedagem geralmente é o local para onde retornamos depois de um dia inteiro repleto de atividades e de diversão. Nesses casos, o viajante quer um ambiente tranquilo, onde possa recarregar suas energias e chegar com segurança, não importa o horário.

Qualquer lugar do mundo pode ter seus riscos e inseguranças, de cidades pequenas até megalópoles, como Nova York.

Para evitar transtornos relacionados à hospedagem, o ideal é pesquisar sua localização, com o objetivo de descobrir se a região é considerada perigosa, se tem uma localização boa, se há fácil acesso ao transporte público e como são os quartos.

De uma forma geral, hotéis no Brasil e no exterior mantêm páginas na internet com informações completas sobre o perfil das hospedagens e a localização, além dos serviços oferecidos.

Geralmente, na modalidade de hostel, os quartos costumam ser compartilhados. Nos casos de mulher viajando sozinha, pode ser interessante descobrir se os quartos oferecem separação por gênero (feminino ou masculino) ou se são ambientes mistos. A partir daí, a mulher pode decidir se deseja compartilhar as acomodações com pessoas de outro sexo ou se prefere um ambiente mais reservado, que também pode ser mais seguro.

3. Planejar o itinerário e os roteiros de viagem

Imagine que uma das principais atrações do destino selecionado fique em uma região considerada insegura por todos. Essa é uma atração imperdível, que não deve ser perdida pelos viajantes. O que fazer, então? Planejar, planejar e planejar é a solução!

Se há alguma região menos segura no destino de viagem, o ideal é organizar todo o itinerário e o roteiro de viagem de acordo com aquele local.

Sempre visite lugares mais arriscados durante o dia, já que a luz solar pode inibir a ação de pessoas mal-intencionadas. Não leve objetos de valor nesses passeios e carregue somente o essencial para não sofrer nenhum tipo de transtorno em sua aventura.

Quando a noite começar a cair, planeje-se para já estar bem longe do local, de preferência nas cercanias de sua hospedagem.

Sabemos que é impossível garantir que nada de ruim vá acontecer, mas temos a certeza de que, com alguns cuidados, é viável minimizar os riscos e fazer com que a viagem transcorra sem maiores problemas.

4. Evitar transitar com bagagens muito volumosas

A bagagem é uma parte importante da viagem de qualquer pessoa. No entanto, quando se viaja desacompanhado (e isso vale para pessoas do sexo feminino, mas também do sexo masculino), é preciso atentar ao volume das malas.

Imagine que a pessoa esteja no aeroporto e tenha que usar o toalete. Se essa mala for muito volumosa, ela terá que deixar a bagagem sob os cuidados de uma pessoa desconhecida, ficando sujeita a furtos ou, até mesmo, à colocação de algum material ilegal em sua bagagem.

Outra situação: imagine que a melhor forma de chegar à hospedagem seja por meio de transporte público. Agora, imagine carregar uma mala pesada e volumosa em meio a escadas, vagões, assentos e outras pessoas.

Bagagens volumosas também podem chamar a atenção e fazer com que seja necessário pedir auxílio para outras pessoas, porque não é fácil carregar tudo sozinha. Além disso, essa bagagem também pode reduzir a mobilidade, fazendo com que se leve muito tempo para percorrer determinada distância.

Para evitar tudo isso, o segredo é montar uma mala de forma inteligente, dando preferência para roupas versáteis e pouco volumosas. Se der para colocar tudo em uma mochila ou bagagem de mão, melhor ainda!

5. Fazer passeios em grupo

Por mais que o propósito da viagem seja passar um tempo em sua própria companhia, pode ser interessante fazer alguns passeios em grupo, que permitem conhecer novas pessoas e desbravar lugares que seriam mais arriscados para uma mulher viajando sozinha.

O Cemitério da Recoleta, por exemplo, fica em Buenos Aires e é lugar de túmulos famosos, como o da Evita Perón. Algumas pessoas podem temer ir até lá sozinhas, mas o passeio guiado enriquece o viajante de informações e tira qualquer medo desnecessário.

6. Avisar amigos e familiares

Ainda que a viagem seja feita sem ninguém, é importante avisar familiares, amigos e pessoas próximas sobre o destino que será visitado. Dê a eles informações sobre voos e itinerários, além de passar dados da hospedagem selecionada tão logo concluir sua pesquisa de hotéis, na etapa de planejamento da viagem.

Assim, caso alguma coisa aconteça, eles saberão por onde começar a procurar.

Blogueiras viajantes: 5 perfis para inspirar

Lendo as recomendações, é normal sentir alguma insegurança antes de dar o primeiro passo e ganhar o mundo. Mas, quer saber? Várias mulheres também passaram por isso, mas venceram o medo e, hoje, compartilham suas aventuras pelo mundo em páginas e blogs de viagem.

Separamos 5 perfis de blogueiras e influenciadoras digitais que colecionam passeios por lugares incríveis e já tiram de letra todas as recomendações dadas acima. Quer ver?

RêVivendo Viagens

A Renata Campos, dona do blog RêVivendo Viagens, é mineira, professora, bióloga, Especialista em Ecoturismo e Mestre em Turismo e Meio Ambiente. É claro que, dessa combinação, não poderia sair um resultado diferente, não é mesmo?

Em suas redes sociais, Renata compartilha um pouco sobre suas experiências sendo uma mulher viajando sozinha pelo Brasil e pelo mundo.

África do Sul, Egito, Canadá, México, Cuba, Costa Rica, Singapura, Vietnã, Croácia e Eslovênia são apenas alguns dos destinos explorados pela viajante!

Liviajando

A advogada Lívia Lopes começou sem pretensão: fez sua primeira viagem sozinha em 2011 e viu um novo mundo se abrindo diante de seus olhos.

A partir daí, viajar e compartilhar histórias se tornou natural. O perfil do Instagram Liviajando tem, atualmente, uma base de mais de 1 milhão de seguidores, que acompanham os passeios da influenciadora, compartilham dicas e até decidem trechos do roteiro por meio da participação em enquetes.

Residente em Brasília, Lívia coleciona viagens a lugares pouco explorados pelos turistas brasileiros em paraísos, como a Tailândia e o Sri Lanka.

Raízes do Mundo

A brasiliense Cris Marques, à frente do Raízes do Mundo, atua no ramo de turismo desde 2007.

Ao longo de sua trajetória, se conectou profundamente com o sagrado feminino, e, desde então, concentra seu percurso a desbravar novos destinos em troca de trabalho voluntário, compartilhando experiências e reforçando a vivência de ser uma mulher viajando sozinha.

Atualmente, organiza e coordena grupos de mulheres em viagens para conhecer novos destinos e promover o empoderamento por meio de vivências e passeios.

Sua página no Instagram já ultrapassou os 72 mil seguidores, em sua maioria, mulheres que viajam sozinhas ou têm o sonho de conhecer novos destinos em sua própria companhia.

Danielle Noce

Dani Noce é uma empreendedora de sucesso! No mercado digital desde 2011, ela alcançou sua fama inicialmente com um canal de culinária, no qual executava receitas apetitosas de sobremesa.

Alguns anos à frente, Dani Noce decidiu dar voz a seu instinto viajante, e, em seu canal no YouTube, passou a compartilhar conteúdos sobre viagem.

Ora acompanhada por seu marido, Paulo Cuenca, ora sozinha, Dani desbrava territórios sem medo, e o melhor: conta um pouquinho de cada experiência vivida para os seus mais de 2 milhões e meio de seguidores!

360 meridianos

O canal 360 meridianos foi criado pelas mineiras Luiza e Natália, que deram uma volta ao mundo em 2011 e decidiram contar um pouco das experiências vividas em um projeto que, depois disso, só cresceu!

No blog, elas falam sobre temas importantes para levar em conta sendo uma mulher viajando sozinha, como o medo inicial e dicas para lidar com situações tipicamente femininas, como a menstruação, durante um longo período em viagem.

Hoje em dia, um terceiro elemento integra a equipe do 360 meridianos: Rafael, que também compartilha vivências e traz outro ponto de vista sobre a “cultura viajeira”, como eles mesmos dizem.

Por onde começar: dicas para ser uma mulher viajando sozinha

Ser uma mulher viajando sozinha pode, sim, ser desafiador. Se você tem vontade de viver uma experiência assim, comece aos pouquinhos e vá ganhando autoconfiança e destreza. Algumas dicas para pegar o jeito e curtir sem medo a viagem solo são:

  1. comece fazendo viagens curtas e passeios estilo “bate-volta”;
  2. converse com outras mulheres que já viveram a experiência e podem tirar suas dúvidas;
  3. explore territórios seguros primeiro: seu bairro, sua cidade, a cidade vizinha etc.;
  4. comece aos poucos: organize uma viagem entre amigas, depois, vá reduzindo o grupo até se sentir confiante para pegar a estrada sozinha.

Uma mulher viajando sozinha tem a oportunidade de viver experiências verdadeiramente enriquecedoras. Nosso desejo é que, após a leitura deste artigo, você se sinta segura para começar a explorar novas paisagens e aproveitar um tempo de qualidade com quem mais importa no mundo: você mesma!

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Afinal, #ViajarFazBem!

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